
17 de dez. de 2025
Nando
CEO | FOUNDER
Você já precisou de um ângulo diferente para sua imagem? Na produção visual, seja na fotografia analógica ou digital, com IA ou não, isso sempre foi uma etapa trabalhosa.
Agora, esse processo ficou mais direto com o Camera Angles, nova função do Freepik dentro do AI Suite Spaces, que permite explorar diferentes ângulos a partir de uma única imagem. Você não precisa mais refazer toda captura, basta um comando para explorar variações de enquadramento.
E o impacto vai muito além de um ajuste técnico, pois essa nova possibilidade na geração de imagens com IA está totalmente integrada ao fluxo visual flexível que o Spaces já oferece, onde cada etapa criativa é representada por nós conectados em um canvas infinito.
Como o Camera Angles amplia possibilidades no controle de enquadramento
O Camera Angles é mais um nó específico dentro do Spaces, o ambiente do Freepik onde você conecta várias ações criativas como gerar imagem, aplicar upscale ou, agora, mudar o ângulo de câmera. Funciona assim:
Quando você adiciona um nó de Camera Angles, ele aceita uma imagem como entrada e apresenta controles de rotação, ajuste vertical e nível de proximidade, reconstruindo a cena a partir da imagem original, preservando texturas enquanto muda a perspectiva.
A interface mostra a nova posição por meio de cubos 3D que representam a orientação espacial do enquadramento. Os controles permitem definir quadros iniciais e finais, criando transições suaves entre perspectivas, útil para gerar vídeos com movimento de câmera aparente a partir de cenas estáticas.
Mais agilidade e consistência em cada ângulo no workflow do Spaces
Para quem cria, a principal vantagem do Camera Angles é a consistência visual nas variações de uma mesma cena. Você parte de uma única imagem e gera rapidamente versões essenciais para campanhas, como low angle, overhead, close-up ou câmera lateral, mantendo a estética e a identidade do original.
Imagine, por exemplo, a cena de produto com iluminação e composição definidas. Em vez de gerar tudo de novo para obter um ângulo de cima ou uma visão lateral, basta acionar o Camera Angles e receber as variações prontas, sem perder a coerência da imagem base.
O impacto disso no fluxo de trabalho é bem claro:
Redução de retrabalho: você evita criar vários prompts e renderizações só para testar composições.
Movimentos mais dinâmicos: simular aproximações e movimentos de câmera em cenas estáticas facilita a criação de vídeos curtos e loops.
Adaptação para diferentes formatos: fica muito mais simples ajustar o mesmo material para 16:9, 9:16 ou 1:1 sem comprometer o enquadramento.
Só vale ter em mente que o modelo reconstrói a cena em vez de aplicar uma transformação geométrica direta, então algumas pequenas mudanças podem surgir, especialmente em partes que não estavam tão visíveis antes. Isso pode ajudar quando a sua intenção é abrir espaço para experimentação e novas ideias, mas também é um ponto de atenção no refinamento final.
No fim, é isso que torna o Angles interessante em fluxos mais rápidos. Você testa diferentes enquadramentos sem voltar ao ponto zero, identifica o que funciona melhor para cada formato e ganha tempo para dedicar ao que realmente precisa de cuidado. Ele não substitui uma direção de fotografia bem planejada, mas facilita bastante a fase de experimentação antes do ajuste fino que garante a qualidade final.
Como a comunidade está usando o Camera Angles do Freepik na prática
Conteúdo para redes sociais: criadores adaptam um único conceito para múltiplos formatos, gerando variações de thumbnails para YouTube, postagens verticais para stories e versões horizontais para feeds, tudo a partir de uma imagem base.

Visualização arquitetônica: para projetos de arquitetura e design de interiores, o Angles gera rapidamente perspectivas de maquetes digitais (visão de cima, nível do chão, close-up em detalhes) a partir de uma única renderização inicial, acelerando possíveis revisões e ajustes.

Visões múltiplas de produtos: designers de produto geram uma visão principal com IA e usam a ferramenta para criar perspectivas complementares, como visão de topo, lateral e detalhes em close, mantendo consistência de iluminação e estilo.

Animações: conectando o Camera Angles ao gerador de vídeo do Spaces, criadores produzem loops onde a câmera orbita ao redor de um objeto, criando movimento que funciona para apresentações, landing pages e curtas.

Camera Angles x Runway, Pika e Blender: o que muda e qual se encaixa melhor no seu projeto
Manipulação de câmera por IA não é exclusividade do Freepik. Runway e Pika Labs, por exemplo, já oferecem controles de câmera em vídeos gerados, permitindo que você defina movimentos como zoom, pan e orbit diretamente na geração. Blender e outros softwares 3D também sempre permitiram liberdade total de câmera, desde que você esteja disposto a modelar a cena inteira.
O diferencial do Camera Angles não está em ser pioneiro, mas em como ele se integra ao fluxo. Enquanto Runway e Pika focam em vídeo desde o início, o Camera Angles trabalha tanto com imagem quanto vídeo dentro de um sistema de nós conectados, o que significa que você pode encadear múltiplas transformações sem sair do ambiente.
Blender exige conhecimento técnico e uso de uma interface mais complexa, enquanto o Camera Angles funciona direto no navegador sem setup adicional.

A proposta do Angles é reduzir a fricção entre ter a ideia e testar. Você não precisa aprender Blender para orbitar ao redor de um objeto, não precisa dominar mapas de profundidade para ajustar um ângulo e nem precisa escolher entre gerar vídeo ou imagem antes de começar. A ferramenta assume que você já tem um resultado visual que funciona e quer variações dele, sem a necessidade de definir novos parâmetros de câmera do zero.
Isso não faz do Camera Angles melhor ou pior que as alternativas, apenas o posiciona em um momento diferente do workflow. Se você precisa de controle absoluto sobre geometria 3D, Blender continua sendo a escolha. Se você quer gerar vídeos com movimentos de câmera complexos desde o início, alternativas como Runway e Pika podem ser mais diretas.
Mas se você tem uma imagem ou vídeo gerado e quer testar rapidamente como outras perspectivas funcionariam, o Camera Angles oferece esse caminho com menos etapas no meio. Além disso, é importante lembrar que sempre dá para combinar diferentes ferramentas em momentos variados do processo para alcançar o resultado esperado.
Tutorial: montando seu primeiro nó de câmera no Freepik Spaces
Vamos usar como exemplo um caso explorado pelo creator Jerrod Lew, que demonstrou o potencial do Angles em seus testes.
1. Inicie no Spaces
Abra o Spaces pelo menu "Todas as ferramentas" no Freepik AI Suite. Você pode começar com um canvas em branco ou usar templates prontos para agilizar.
2. Crie ou adicione a imagem base
Adicione um nó de texto para o seu prompt e conecte-o a um gerador de imagem, escolhendo o modelo e o aspect ratio. No teste de Jerrod Lew, o prompt foi: "a woman walking down an alleyway". Rode o nó para gerar a imagem base.
3. Adicione o Camera Angles
Inclua um nó de Camera Angles e conecte a saída do gerador de imagem à entrada dele. É só arrastar uma linha de um nó para o outro. Para testar múltiplos ângulos ao mesmo tempo, duplique o nó de Camera Angles, ajuste cada cópia e rode todos juntos.
4. Ajuste a perspectiva
Dentro do Camera Angles, defina como a câmera vai se mover: para ângulo baixo (low angle), ajuste o pitch para baixo e aumente o zoom; para visão aérea (overhead), ajuste para cima. Os cubos 3D ajudam a visualizar antes de processar.
5. Gere o novo enquadramento
Clique no botão de execução do nó. O Freepik processa a nova perspectiva e entrega o material ajustado.
Agora é só continuar o fluxo: essa imagem pode ser conectada a um upscaler ou a outros nós de processamento. O fluxo fica salvo, então você pode voltar, ajustar parâmetros e reprocessar quantas vezes quiser, sem precisar começar do zero.
Conclusão: Camera Angles, o extensor criativo de IA para ir além da captura e geração de imagens
O Camera Angles não muda a essência do trabalho visual, mas transforma o ritmo de como ele acontece. Para quem já vem da fotografia ou do cinema, pode parecer estranho testar ângulos depois da captura, mas é justamente aí que o Freepik se encaixa: ele não substitui o olhar do diretor, mas serve como extensão da fase de exploração que já acontece naturalmente em qualquer projeto.
Filmmakers e designers já trabalham com séries, testes e mockups. O Camera Angles se integra a essa rotina, reduzindo o tempo entre a ideia e o resultado. Você continua tomando as decisões criativas, continua avaliando composição, impacto visual e narrativa, mas agora consegue explorar variações que antes talvez ficariam só na sua imaginação.
O Angles funciona melhor quando você entende que ele não elimina etapas, mas reorganiza o momento em que certas escolhas podem ser feitas. Testar um ângulo baixo depois de ver o resultado final pode revelar que aquela composição funcionaria melhor em outro enquadramento, e ter essa informação durante a pós, em vez de apenas no planejamento, aumenta o controle criativo sem aumentar a complexidade do seu fluxo.
Essa é mais uma peça do ecossistema Freepik, que segue ampliando o que é possível realizar em um único ambiente de trabalho com IA. Para aproveitar ao máximo, vale explorar como as outras funções também se conectam e ajudam a montar workflows mais completos e colaborativos. Continue com a gente por aqui.









